A Terapia do Esquema Emocional de Robert Leahy
A Terapia do Esquema Emocional (EST) é um modelo cognitivo baseado na forma como as pessoas pensam e respondem às suas emoções. Isto é, um modelo de como pensamos sobre nossas emoções, as avaliamos e lidamos com elas. As emoções atendem às necessidades de sobrevivência desde os tempos mais primitivos e possuem funções biológicas. Todas as emoções são universais, ou seja, todos nós possuímos potencial natural para sentir todas as emoções, inclusive as desagradáveis socialmente, como o ciúme, a inveja e o ressentimento.
A EST argumenta, ainda, que as emoções estão ligadas a redes de outras emoções, por exemplo, a inveja, que é uma emoção social, pode incluir tristeza, raiva, ansiedade, vergonha, entre outras. O modelo do Esquema Emocional incentiva o indivíduo a ver qualquer emoção como algo que o torna consciente de necessidades, valores, frustrações e aspirações.
O Esquema Emocional é um conjunto de conceituações, interpretações, estratégias e avaliações de uma emoção ou de uma experiência emocional. Este é dividido em 14 dimensões, que são: Invalidação, Incompreensibilidade, Culpa, Visão simplista das emoções, Desvalorização, Perda de Controle, Entorpecimento, Racionalização excessiva, Duração, Baixo consenso, Não aceitação de sentimentos, Ruminação, Baixa Expressão, Culpar os outros.
Para avaliar as dimensões dos Esquemas Emocionais do indivíduo, é utilizado a Escala dos Esquemas Emocionais de Leahy (LESS-II). Esta escala é composta por 28 questões que avaliam as 14 dimensões do esquema emocional. Também, pode ser utilizada a Escala dos Esquemas Emocionais Relacionais (RESS), que avalia, por meio de 14 questões, como o indivíduo pensa que seu parceiro reage às suas emoções. Ambas escalas e a correção são encontradas no próprio livro.
O processo terapêutico dentro desta abordagem, consiste em psicoeducar o paciente sobre a universalização das emoções, avaliar suas estratégias para regulação emocional e ajudar o paciente a desenvolver estratégias mais funcionais. Para isso utiliza técnicas de outras abordagens, como da ACT, da DBT e da própria TCC, como por exemplo a seta descendente, que pode ser utilizada para descobrir a crença do indivíduo sobre a sua emoção ou a rede de emoções que sua emoção inicial está conectada.
Também utiliza técnicas próprias, entre elas:
A partir do uso destas e outras inúmeras técnicas, busca-se o entendimento metacognitivo das emoções, o fortalecimento pessoal, a tolerância à ambivalência e à complexidade e a compreensão interpessoal das suas emoções.
A EST tem se mostrado eficiente para a redução de sintomas na depressão, na ansiedade e no Transtorno de Estresse Pós-traumático. Também, mostrou-se eficaz em outros quadros de funcionamento psicológico com esquemas emocionais negativos.
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